- Chocolate, doce leite e com cobertura de granulado. Fresquinho e frito na hora. Venha comprar minha senhora!
O carro de churros mal começava anunciar lá no começo de uma das ruas naquela cidade do interior, onde havia árvore em frente de todas as casas, e a garotinha já gritava:
- Manhê compra churros?
- Mas você acabou de jantar, respondia a mãe.
Então a menina ia dormir e sonhar com chuvas de granulado.
No dia seguinte, a mãe escutava o alto falante do carro de doces e já tratava de providenciar as moedas para dar à filha, que corria para a calçada a espera do seu churros recheado com muito doce de leite.
PS.: Esse ano parece que não acaba mais. Ô, vontade de hibernar!
Antes de sair da faculdade, a maioria dos cursos de graduação exigem a confecção de um trabalho de conclusão de curso. No jornalismo não é diferente e, na minha época de formação não escapei.
A intenção do vídeo não é ilustrar quem são os mocinhos ou os bandidos da situação e muito menos apresentar soluções para o Sistema em questão, mas sim estimular a discussão do assunto. Fica o convite.
P.S.: Não há mal que dure para sempre nem bem que nunca acabe.
Foi durante um final de semana, que José, agricultor na época, passou a acreditar em amor à primeira vista. No samba, realizado na chácara onde ele morava, todos dançavam ao som da zabumba e dos instrumentos de coro que animavam a roda de jovens. Entre os convidados uma bela adolescente com longos cabelos e com um corpo de dar inveja, conquistado como conseqüência da vida difícil que levava entre o sítio e a cidade, chamou atenção.
Não houve outro jeito, José apaixonou-se de imediato e após observar Luiza por alguns segundos, ele, na época com 30 anos de idade, não perdeu tempo e foi logo conversar com a moça.
Depois de danças e prosas ele pediu a adolescente em namoro. Anos 80, os hábitos eram outros e a resposta foi um pedido...de tempo para pensar. Foi uma semana de muita aflição para os dois, já que era uma decisão importante. Só não imaginavam que a escolha mudaria suas vidas. Os sete dias em questão pareceram durar meses para ambos, mas o cupido havia feito bom trabalho e a jovem disse “sim”, dando início a um namoro que durou dois anos e seis meses.
A vontade de ficarem juntos até a velhice foi ficando mais e mais intensa e os dois decidiram juntar as escovas de dente. Mas o que era pra ser simples, não foi tão fácil assim. A família de Luiza, composta por italianos tradicionais, não concordava com o enlace matrimonial dela com José, descendente de nordestinos. A solução encontrada pelos dois foi a fuga. Isso mesmo, numa noite do mês de junho de 1985, Luiza, em sua moto azul (relíquia pessoal conservada até hoje) fugiu com José e foram morar na cidade.
No dia vinte de julho do mesmo ano, com a presença apenas dos familiares e amigos mais próximos, José e Luiza tornaram-se um só perante Deus e diante do juiz. Enfim sós. Não por muito tempo. Dois meses depois a família tornou-se completa, com a gravidez do primeiro filho, ou melhor, primeira filha; eu. A gravidez não foi das melhores, foram muitos enjôos e dores. Até que, nove meses depois, em 21 de maio, nasceu a geminiana que vos escreve. Branquinha, pesando quase 3 quilos, medindo 49 centímetros, às 20h30, com pouco cabelo e um costume que durou meses; o choro agudo e constante.
Ainda não mencionei meu nome, um pouco diferente, confesso. Quem escolheu? Meu pai. A vontade dele era que meu nome fosse inspirado em uma cidade. Entre as opções estavam Lavínia, Marília ou Lucélia. Ele decidiu pela última. Hoje, para facilitar, quase todos me chamam apenas de Lu. Eu? Gosto tanto que até estranho quando alguém me chama pela nome completo.
P.S.: Não. Não sou nada da Lucélia Santos, mas por incrível que pareça, nem sei numerar quantas vezes já fui obrigada a responder a esta pergunta.
A semana passou, a chuva deu uma trégua, poucas definições em Copenhague, continuamos sem árvore de natal, a ligação tão esperada ocorreu e amanhã madrugamos para enfrentar o maravilhoso trânsito da capital paulista. Alguém quer carona?
Enquanto isso, o João continua fazendo sucesso no YouTube com o vídeo da postagem abaixo. (não vou linkar porque está logo aí. Ok?)
Já que esse blog parece só ter fotos do João, aí vão mais algumas pra manter o costume!
Ele é muito curioso...
E folgado também!
P.S.: "Os homens são solitários porque contróem muros ao invés de pontes"
Pois é, tempo sobrando, cabeça precisando de ocupação e João dando mole. O resultado não poderia ter sido outro! E sabe o que é pior? O vídeo caseiro acabou de ser postado e já recebeu vários acessos no YouTube.
Como diz meu avô, tá faltando enxaaada!
P.S.: Vou copiar a Su e deixar registrado que estou igual ao papai Noel, de saco cheio!
Tudo e nada acontecendo e ao mesmo tempo. A nação rubro negra comemora enquanto eu continuo na torcida. Torço para a volta da rotina sem rotina, torço por tanta coisa que às vezes demoro a dormir porque fico tentando encontrar soluções. Vou dar um exemplo simples e fácil de entender. É complexo por exemplo lidar com ex-namoradas, ex-mulheres, porque por mais que você tente agradar, sempre vai representar o monstro do lago ness. Então a gente toca em frente, mas se eu disser que apesar de superar, não penso nisso por vezes, estaria contando uma grande lorota.
Hoje mesmo me interroguei sobre o que terei para contar aos meus herdeiros, se um dia os tiver, e me dei conta de que apesar de estar com a história de vida apenas começando, já tem bons tropeços...se é que podem ser chamados de bons. Minha vida nunca foi fácil, muito menos repleta de privilégios, mas não reclamo porque é esse o fator determinante para quem sou.
Sempre estudei muito, esforcei-me também em todos os aspectos; principalmente na tentativa de ser uma pessoa melhor e nós sabemos que não é fácil. Bom, pode haver exceção, devem ter santos ou pessoas muito evoluídas por aí, mas eu estou longe disso. Não é fácil tratar bem quem lhe faz cara feia ou favorecer de alguma forma aqueles que sabemos que dificilmente retribuirão. É complicado ser julgado, assim como é complicado carregar nossas cruzes, bem como nossas responsabilidades e dores de cabeça que se inovam sempre.
Lamentoso este texto, não é? Mas ao mesmo tempo, se você tiver parado para fazer leitura dele, pode ficar bem ao saber que todo mundo tem seus dias ruins , seus problemas pessoais e pode nem ser segunda feira pra que isso ocorra.
Já que não dá pra voltar para o útero, que essa semana voe, peloamordedeus!
Há dias que deixamos a cama com vontade de mudar. Às vezes basta ousar com um novo corte de cabelo ou assumir a falta dele. Trocar os móveis de lugar, perder alguns quilinhos ou repensar conceitos também pode trazer a mudança desejada ou o começo dela.
Eu estava com vontade de dar uma repaginada no meu blog (ficou parecendo frase da Vera Verão). Queria que os leitores do Cantinho da Lu se sentissem à vontade e entendessem realmente porque o blog recebeu tal nome. Mas e aí? Como montar um novo layout se tenho alergia crônica à html e se de informática só entendo o necessário? Hora de pedir socorro, certo?
Foi aí que um ser fuçado conseguiu entender aquilo que eu queria e montou o que, pra mim, é um quebra cabeça. Quem me conhece deve ter concordado que a versão 2.0 do blog (by Ricardo Mello) ficou muito mais parecida comigo. Uma moleca frágil, mas que possui vários espinhos na tentativa de usá-los de forma defensiva e que gosta de escrever para extravasar.
Espero que as alterações também agradem a vocês e que as ideias de hoje ajudem a pensar se existe algo que pode ou precisa ser mudado por aí.
P.S.: Assistindo aquela comédia romântica que quase ninguém na face da Terra deve ter visto ainda, "Um lugar chamado Nothing Hill".rs
Todo mundo faz planos pra casa. Alguns querem uma cortina estilosa, outros desejam vários filhos (e que de preferência não façam desenhos na cortina estilosa), tem gente que quer ter um mega aparelho televisor no quarto e por aí vai. Um dos nossos combinados era ter uma cadela (já que eu nunca havia tido um cão na vida) e um gatinho. A cachorra foi fácil e ganhei no dia do meu aniversário. É a Tereza, aquela sobre quem já escrevi aqui e contei que ela veio possuída de fábrica. Lembra?
O problema era encontrar o gato. Claro, sei que você deve estar pensando, bichano sem dono a gente encontra aos baldes por aí. Ou então se perguntou porque seria problema encontrar um gato se os pet shops estão repletos deles. E pra quem se questionou em relação a isso faço questão de lembrar de que jornalista malemá ganha o dinheiro pro pãozinho. Tem mais um problema, meu grande companheiro exigente só aceitava um gato amarelo. Por que? Coisas do passado.
Hoje saímos dispostos a encontrar um gatinho amarelo, órfão, simpático e filhote para trazer pra nossa casa-coração-de-mãe. (Que povo exigente!)
Eis que temos nosso novo membro da família. É o João. Ele é delicioso, chegou tímido, mas logo estava se sentindo em casa, quase abrindo a geladeira!rs
Eu não fui a única babona, não.
P.S.: Agora chega porque também não é casa da mãe Joana, né?
É o seguinte, assim como a Renata Fan, eu não entendo de futebol. Se acompanhar os programas, notícias e comentários sobre o esporte em questão, até posso dizer que acabo ficando por dentro, mas a verdade continua incontestável...eu não entendo de futebol. Mas eu gosto, poxa. Gosto de assistir meu tricolor jogar, gosto de dar palpites nos passes e nas jogadas e até consigo analisar se o jogador está impedido ou não. Hoje, além de não poder sair pra acompanhar a semi-final do Brasileirão fora de casa, ainda tive que fazer almoço em pleno domingo e estou ouvindo o bendito Cléber Machado dar um monte, mas um monte mesmo de bolas foras durante a narração.
Sem contar que o infeliz corinthians resolveu deixar o flamengo ganhar e passar a ser líder da tabela do campeonato. Tem mais, o Palmeiras, está parecendo uma pedra no sapato do S.P.F.C. Sai e volta, sai e volta. Sabe quando você acha que tirou aquela pedrinha de dentro do tênis, porém alguns passos depois descobre que ela continua ali, incomodando? Enchendo o saco? Pois é, é bem assim.
Acho que já deu pra perceber que não estou nada feliz com o andar da carruagem do domingão. Mas tá valendo. Faz bem colocar pra fora! Vamos esperar pela grande e tão esperada final!
P.S.: É Gigliote, o jogo só acaba quando termina mesmo e enquanto isso, vou pagando todos os pecados!
Com goiabada, doce de leite, creme, mussarela, presunto, mortadela e o que mais a criatividade permitir. A base para aquelas maravilhosos lanches engordiets ou para os sanduíches naturais.
Pode acreditar! O pão, tão comum nas nossas mesas tem muita história e surgiu na Idade da Pedra, antes mesmo da invenção do fermento. No começo era só uma pasta seca composta por farinha, sal e um pouco de água.
Alguns estudiosos consideram que o pão seja o alimento mais antigo do mundo, a panificação já foi considerada uma arte e o pãozinho simboliza para os católicos apostólicos romanos o corpo de Cristo.
Há dias tenho acordado com vontade de comer o tradicional pãozinho francês logo pela manhã, mas a preguiça foi adiando a vontade. Hoje tive uma surpresa, mas se engana você ao pensar que a mesa do café da manhã estava repleta do tal pão. Sabe o que tinha lá? Vários filões! Sim, filão é o nome dado ao pão francês aqui em Ribeirão Preto. Confesso que acho muito engraçado chegar na padaria e ouvir as pessoas pedindo filões.
Fiquei intrigada e resolvi pesquisar se há mais variações na forma de nomear o alimento e não é que tem várias? Baguete, pão de sal, cacetinho, média, pão branco, etc.
Vale lembrar que, segundo especialistas em nutrição, o pãozinho oferece diversos nutrientes necessários para o dia a dia. Entre eles:amido: fornece energia para desenvolvermos as atividades básicas;vitamina B1: importante para a nutrição celular, funcionamento dos músculos e sistema nervoso;vitamina B2: essencial para o crescimento e metabolismo;vitamina E: previne as oxidações e o envelhecimento. Além das vitaminas são ricos em magnésio, cálcio, potássio, fósforo e ferro. Ah, ainda segundo os especialistas, basta comer os cacetinhos e demais carboidratos com moderação que não há risco de engordar.
Bonna apetit!
P.S.: Que raiva quando a Xuxa ficava comendo aquele monte de coisas gostosas durante o café da manhã no programa dela. Meu estômago parecia que ia comer o esôfago. Que crueldade!
Se eu fechar os olhos quero me imaginar na praia, não muito perto a ponto de sentir a água do mar tocar em meu corpo e nem tão longe a ponto de não poder escutar em alto e bom som as ondas se quebrando sem parar. Se eu fechar os olhos quero pensar que toco piano a quatro mãos com Alanys Morissete e desenferrujo meus dedos que há tempos sequer encostam num bom piano. E se for pra exigir mais, quero um piano de calda e quero também poder tocar descalça para sentir perfeitamente o abafador. Se eu fechar os olhos quero sentir o sabor de várias e várias colheres de brigadeiro boca a dentro.
Se eu fechar os olhos quero poder me calar sempre que puder e ser simpática só com quem realmente merecer. Se eu fechar os olhos quero me ver brincando de fazer desenhos abstratos com aquela pequena de três aninhos que alegra meus dias mais nublados. Se eu fechar os olhos quero pensar que posso pegar minha moto neste exato momento e sair só pra sentir o vento.
Se eu fechar os olhos quero uma roda de amigos verdadeiros tomando vinho e dando muita risada espontânea. Se eu fechar os olhos e não tivê-lo por perto, de nada vale tudo isso. Aliás, até vale, mas bem menos do que deveria.
P.S.: Hoje fico com Cazuza, "Como é estéril a certeza de quem vive sem amor". Lembrando que há incontáveis formas de amar e ser amado.
Lá vem mais uma da série aperfeiçoamento pessoal...
Sabe quando você faz um plano, projeto ou programação e ela muda drasticamente? A maioria das pessoas sabe lidar fácil e rapidamente com os imprevistos. Pois é, a maioria das pessoas e eu também, mas só se for no âmbito profissional porque no aspecto pessoal tenho percebido que essa tem sido minha pedra no sapato. Eu desanimo, fico chateada e me desestruturo toda.
Bom, nada melhor que o exercício pra ficar menos distante da nova meta.Valei-me, consciência!
P.S.: "Haja instinto e haja saída para tanto labirinto".
Não é preciso um nariz de palhaço, falsidade ou forçação de barra para tornar melhor o dia de alguém.
No meu caso, bastou companhia, iniciativa, atitudes e olhares verdadeiros para que o ânimo fosse injetado direto na veia. Quando tudo isso acontece sem que a gente espere é "mais melhor" ainda, como diria aquela pequena branquinha que por vezes não parece ter só três aninhos de idade.
Se for pra ser sincera, eu diria que bom, assim bemmm bom, não está; mas é só uma questão de tempo para que tudo volte a entrar no eixo.
Obrigada, muito obrigada por devolver minha vontade de lutar!
P.S.: Não tem sensação pior do que ser cigarra em vez de formiga, mas tá acabando, Deus há de querer.
Comer, comer é o melhor para poder crescer. Não é assim que aprendemos e ensinamos? Hoje dou o braço a torcer e registro que cozinhar também pode ser uma atividade gostosa.
Como fica claro no filme Ratatouille, qualquer um pode cozinhar. Para quem não assistiu a animação, explico. É um rato que se descobre cozinheiro e acaba fazendo parte da cozinha de um grande restaurante. Claro que é ficção, mas dons culinários podem surgir de onde e quando menos esperamos
É verdade que nunca tive o hábito ou a obrigação de ir para o fogão, mas sempre fui muito observadora naqueles encontros de família aos domingos, quando os homens ficam na sala assistindo TV e as mulheres na cozinha (vulgo clube da Luluzinha) conversando e preparando a refeição.
Hoje me aventuro a cozer quase tudo, mas o resultado do prato é sempre uma surpresa mesmo que não seja a primeira vez que eu prepare a receita. Essa torta de limão da foto principal de hoje foi preparada ontem e a quatro mãos. Se ficou boa? Só restam dois pedaços, então acho que deu certo.
Pra mim, ir para a cozinha é um ato de doação e um momento singular para refletir sobre seja lá o que for. A maior recompensa é ver as pessoas saboreando com vontade. Se for uma criança então, ah, dá até pra esquecer das louças sujas que ficam pra lavar (é, ainda não encontrei alguém que se anime em lavar louças).
P.S.: Domingo mais entediante só se for sentando na poltrona pra assistir o programa da Eliana.
Sobre a autora
Jornalista do interior, moleca por essência e companheira
com veemência.
Ansiosa e falante desde pequena, mente aberta porque é
o jeito dela de encarar a vida e pés no chão
porque descobriu que é preciso ponderar. Deixa-se
ler só para extravasar e acredita que é
no caminho que aprende a caminhar.
Sobre o blog
Sabe quando a gente tem vontade de colocar os problemas
no bolso de um astronauta e sair correndo? Foi pensando
em momentos assim que o blog foi criado. Vai ser um cantinho
pra desabafos, opiniões e percepções.
Sejam todos bem vindos ao meu cantinho.sintam-se em
casa e à vontade para comentar!